Pesquisar este blog

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Roberto Azevedo



Nome: Roberto Bueno de Azevedo

Atividades: Ator e cantor

Áreas: Cinema, teatro e TV

Nascimento: 27/05/1937, Piracicaba/SP

Óbito: 30/04/1988, São Paulo/SP

Causa óbito: AIDS

Carreira: 1966-1988

Papel marcante: Zelito, em "Jogo da Vida" (novela, 1981-1982)

Nota: Destacou-se como humorista.

3 comentários:

João Roberto disse...

Abro um espaço aqui para lembrar que Roberto Azevedo deu aulas na periferia de São Paulo, nos idos de 1966, e eu - João Roberto Laque - tive o privilégio de ser um de seus alunos.
Ao invés de ser aquele mestre chato, cantava músicas com a gente - muitas de sua autoria - lia textos interessantes e fazia concursos de redação. Ganhei uma medalha de "ouro" num deles e aquilo me serviu como um gigantesco incentivo no caminho da escrivinhação.
A primeira vez que fui ao teatro - a peça era o Auto da Compadecida - foi ele quem me levou.
Quando fui para o ginásio, com frequencia ia visitar Roberto na escolinha pra matar a saudade. E ele me fazia contar pra turma - numa espécie de palestra - como era a vida no curso ginasial. Isso me ajudou na inibição.
Dois ou três anos depois, Roberto entrou para a televisão - acho que foi fazer a novela As Pupilas do Senhor Reitor, na Tupi - e deixou as aulas. A partir daí, só o via pela telinha.
No meio da década de 80, reencontrei o mestre no final da apresentação de Oh, Calcutá! E, ao dar com ele no saguão do teatro Brigadeiro, não precisei dizer palavra.
Roberto veio caminhando até mim e disse:
- Você ainda assina Loque? em referência um trocadilho que eu costumava fazer com meu sobrenome nas provas.
Aquilo me emocionou. De um moleque de onze anos - a última vez que o tinha visto - eu estava totalmente mudado, com 28 anos, 1,86 de altura, barbudo, cabeludo. Fora realmente fantástico ele ter me reconhecido assim, de pronto, sem eu precisar abrir a boca.
Então, correndo o dedo indicador pelos meus olhos o mestre me disse:
- Sua aparência pode ter se transformado por inteiro, mas esta parte não mudou nada.
Fiquei de visitá-lo logo em seguida. Mas fui adiando até que montei uma empresa de clipping.
Em abril de 1988, meu sócio estava lendo a Veja e me perguntou: tem um ator aqui - Roberto Azevedo - que morreu de aids. Esta notícia interessa a algum de nossos clientes de saúde?
Tive um puta choque.
Ele escondera a doença de todo mundo e morreu, assim, de surpresa.
Perdi meu mestre e um grande amigo, que me me ensinou a gostar de escrever, de ler, e me ajudou a não ter problemas de falar em público. E, me reconheceu de imediato depois de tanto tempo.
Acho que muito da minha escolha em tornar-me jornalista veio daí.
Valeu! Professor Roberto.

Anônimo disse...

Além de ator, Roberto Azevedo foi professor na periferia de São Paulo, nos idos de 1960.
E, ao invés de ser aquele mestre chato, cantava músicas com a gente - muitas de sua autoria - lia textos interessantes e fazia concursos de redação. A primeira vez que fui ao teatro - assisti o Auto da Compadecida - foi ele quem me levou.
Quando entrei para o ginásio, com frequencia ia visitar Roberto na escolinha pra matar a saudade. E ele me fazia contar pra turma - numa espécie de palestra - como era a vida no curso ginasial. Isso me ajudou na inibição.
Dois ou três anos depois, Roberto entrou para a televisão - acho que foi fazer a novela As Pupilas do Senhor Reitor, na Tupi - e deixou as aulas. A partir daí, só o via pela telinha.
No meio da década de 80, reencontrei o mestre na apresentação de Oh, Calcutá! E, ao dar com ele no saguão do teatro Brigadeiro, não precisei dizer palavra.
- Você ainda assina Loque? , perguntou ele, em referência um trocadilho que eu costumava fazer com meu sobrenome nas provas.
Aquilo me emocionou. Ele me vira pela última vez aos onze anos. Agora, com 28, estava com 1,86 de altura, barbudo, cabeludo. Fora realmente fantástico ele ter me reconhecido assim, de pronto, sem eu precisar abrir a boca.
- Sua aparência pode ter se transformado por inteiro, mas esta parte não mudou nada, disse ele.
Fiquei de visitá-lo logo em seguida. Mas fui adiando. Em abril de 1988, a Veja deu uma nota com sua morte e tive um puta choque.
Acho que muito da minha escolha em tornar-me jornalista veio daí.
Valeu! Professor Roberto.

Anônimo disse...

Tive oportunidade de ver no blog do Gordilho a foto do meu primo Roberto Azevedo e aproveito para enviar a correta data de nascimento dele:

27/05/1937 aqui em Piracicaba.

Além da novela Jogo da Vida atuou por alguns anos também no programa humorístico O Planeta dos Homens na Globo.


Abraço,

Acrisio Nogueira Filho